Gestão dos Desastres Naturais na Ilha de Moçambique: análise das respostas institucionais ao Ciclone Gombe.

Saíde Augusto, Esmeralda Janeth da Cruz Sebastião Robate

Autores

  • Universidade Católica de Moçambique

DOI:

https://doi.org/10.70634/reid.v3i17.910

Palavras-chave:

Desastres naturais, gestão de calamidades, ciclone Gombe, resiliência comunitária, recuperação de desastres

Resumo

Este estudo analisa as estratégias de resposta das autoridades locais na Ilha de Moçambique diante do impacto do ciclone Gombe, ocorrido em 2022. A metodologia do estudo seguiu uma abordagem mista. Para o processo de recolha dos dados, recorremos ao questionário e entrevistas semi-estruturadas com residentes e autoridades locais, aplicadas a uma amostra de 103 membros. A pesquisa identificou factores de vulnerabilidade significativos, destacando que 65% a 75% da população enfrenta condição de pobreza, o que limita sua capacidade de suportar e recuperar-se de desastres naturais, dos quais destacamos má qualidade dos materiais de construção, como blocos de cimento de baixa resistência e casas de pau-a-pique. Os impactos do ciclone Gombe resultaram em danos físicos e sociais, como morte, feridos e prejuízos às infraestruturas, tanto das populações residentes naquele local, como das diversas instituições e organizações, embora as perdas humanas tenham sido relativamente baixas devido às acções de evacuação e assistência emergencial. No entanto, muitos moradores relataram insatisfação com o auxílio recebido, indicando que as acções das autoridades foram insuficientes para garantir a estabilidade social e econômica.

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Publicado

06-08-2026

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